tirar
a dúvida, é claro que provamos o que ele chama de iguaria dos pães do Marajó. Particularmente
gostamos muito, saboroso, feito sem nem um tipo de agente químico, quentinho com
manteiga é uma verdadeira delícia, aproveitamos e perguntamos para algumas
pessoas se elas compartilhavam deste pensamento, e vimos que muitos têm a mesma
opinião, porem o que nos surpreendeu é o fato de quase ninguém saber onde é
feito o pão tão apreciado em toda a cidade, e nem quem é o responsável pela
gostosura, agora todos podem ver o forno antigo mantido a lenha, bem
tradicional e ao seu lado o simpático padeiro, o Sr. Anésio de Barros.
Continuamos
explorando as redondezas e suas curiosidades, saindo da padaria Santo Antônio,
fomos dar uma espiada lá na feirinha da cidade, tivemos uma agradável recepção
por parte dos feirantes, pessoas simples e acolhedoras. Aproveitamos sua
comunicabilidade e alegria para batermos um papo bem descontraído com dona
Luzia Correa, feirante há vinte anos e moradora de Ponta de Pedras a mais de 27,
perguntamos por sua naturalidade e ela insistiu em dizer que era natural de
Ponta de Pedras, mesmo tendo nascido em outro município, nos relata que mesmo
com todas as dificuldades espera por dias melhores para continuar levando a
vida e fazendo o que ela mais ama. Uma das maiores dificuldades relatadas por
dona Luiza, é o fato de praticamente ficar acordada 24h para poder ir a CEASA
em Belém para comprar seus produtos de hortifrúti, sendo duas viagens durante a
semana, na terça e na quinta-feira, embarca às 14h pra chegar a Belém lá pelas
19h, espera até a madrugada para ir até a CEASA para comprar suas verduras,
frutas e legumes, a tarefa de escolher, separa e transportar tudo também é
bastante dura, aproximadamente às 5 da manhã retorna ao ver-o-peso e aguarda o
barco que sai lá pelas 08h e chega aproximadamente as 14 h em Ponta de pedras,
assim que chega, já de tarde, não há descanso, pois uma parte das coisas já são
colocadas na banca, para que na madrugada da manhã seguinte esteja tudo
organizado e pronto para mais uma labuta de todo o santo dia. Ficamos extasiados
quando nos informaram que tudo vem de Belém, ou seja, nada é produzido em Ponta
de Pedras.
A mesma rotina é obedecida por Raimundo dos Santos, feirante há 17
anos, uma das figuras mais agradáveis de todo o nosso passeio, para
conversarmos com ele temos que nos recuperar de tanto rir de suas piadas e
encarnações aos seus colegas e amigos que passam pelo local. “Essa é maneira
mais eficiente de me manter motivado no trabalho de todo dia, e aumentar minhas
vendinhas”, nos conta Raimundo com um largo sorriso no rosto.
Edição
fotografia e texto: MARAJÓ NA MÍDIA.
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